Ultimo Cigarro.

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Mensagem por CafeExpresso em Seg Jun 08, 2015 1:25 pm

Essa fic veio de um devaneio de minha mente,um colapso de criatividade misturado com loucura.
Não espero que entendam ela e muito menos que gostem,ela é tipo o final de Evangelion hahahaha.....

Espero que gostem curtam a fic.

Ultimo Cigarro.:
Mais uma vez eu ali imponente diante do ocorrido, a única coisa que eu posso fazer para adiar essa tragédia é acender um cigarro e olhar a mulher que eu amo andar por uma escuridão infinita, e quando eu dou ultima tragada naquele misero cigarro sua garganta é cortada por algo ou alguém, eu me pergunto quantas vezes já vi ela ali agonizar me olhando nos olhos, quantas vezes eu já fumei o ultimo cigarro, isso se repete dia após dia nessa escuridão, quanto tempo mais terei que agüentar isso, mas diziam ate “que a morte nos separe”, pobres almas que continuam pensando assim, se isso que eu vivo é o “ate que a morte nos separe” não queria conhecê-la, pois assim não sofreria, não olharia nos fundos dos olhos dela e choraria por não poder fazer nada exceto acender o ultimo cigarro e adiar em alguns minutos todo aquele ciclo, será que isso é um castigo divino por eu ter trocado-a tantas vezes pelo cigarro?Trocado o amor calmante dela pelos braços gelados da nicotina, esse foi o meu pecado e agora eu pago por ele.

Já se passaram mil anos, como eu sei?Não posso dar essa resposta até por que não tenho uma resposta, é uma informação que derrepente apareceu em meio de meus pensamentos falhos sobre a vida que eu levei,sobre como eu não te amei,pode ser que seja só uma piada que meu cérebro tenha pregado uma peça para que eu ache que minha punição esteja acabando, para que eu me encha de esperança e por mais mil anos eu fume o ultimo cigarro, por mais mil anos eu olhe no fundo da alma dela e lamente, pois isso é o que eu posso fazer, agora eu paro e percebo que ate minha mente me traiu, mesmo ela que nasceu comigo desistiu de mim.

A única coisa que minha mente ainda consegue diferenciar da escuridão é o sangue de minha amada jorrando de sua garganta e pintando o chão com seu vermelho escarlate, pudesse eu se lembrar de outras cores ou de outros cheiros, mas eu estou preso ao cheiro do seu sangue, preso a cor do seu sangue, nem mesmo consigo lembrar-se do seu cheiro.

Tudo que eu consigo me lembrar são seus olhos sem esperança, olhos de uma mulher que um dia pensou em ser feliz.

Abro meus olhos mais uma vez, mas não estou mais na escuridão, estou na rua onde tudo ocorreu pela primeira vez, estou com cigarro na mão, instintivamente eu dou uma tragada e olho pra esquina, lá esta ela olhando para mim com uma cara de felicidade besta, eu olho para o céu dou um leve sorriso e termino de fumar o meu ultimo cigarro.
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